Sobre o Autor

Gosto de me comunicar, expressar opiniões e mensagens inspiradoras de elevação espiritual. Sou uma pessoa de firmeza e tenho autoconfiança. Respeito e acolho a opinião dos outros, construir relações honestas e produtivas. Sou detalhista, tenho pré-disposição para ser criativo, respeito e admiração pelos animais e praticar o bem.

 

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  • José Luiz Sardá

Floripa: Como tudo começou.

A colonização açoriana na segunda metade do século XVIII ocuparam as freguesias e arraiais da Ilha de Santa Catarina. Naquela época a pesca artesanal e a agricultura eram expressivas e houve períodos de abundância comercial em função das atividades portuárias, alfandegárias e do comércio de cabotagem. A introdução de imigrantes europeus no continente iniciada no século XIX gerou a necessidade de outros meios de transportes, considerando que todos os centros agrícolas estavam no litoral e impôs a construção de estradas por todo o território catarinense. No continente fronteiro à Ilha de Santa Catarina os produtos coloniais eram baldeados para a Capital.


O Estreito passou a desenvolver-se, construindo um povoado que as lanchas incorporavam à cidade, despertando a necessidade para construção de uma ponte. O primeiro sinal de crescimento da cidade foi dado pela construção da via de acesso à ponte Hercílio Luz inaugurada em 13 de maio de 1926, a Alameda Adolfo Konder, a construção do jardim junto à mesma, onde se levantou a estátua em homenagem ao governador Hercílio Luz, ligando as ruas comerciais Conselheiro Mafra e a João Pinto, constituiu a primeira demonstração do novo sentido da expansão urbana de Florianópolis. 


Antigos moradores do Norte da Ilha de Santa Catarina, contam que nas primeiras décadas do século XX, existia uma sinuosa picada de difícil acesso para chegar até Canasvieiras. Naquela época as dificuldades para desloca-se até o centro de Florianópolis eram difíceis e muitos nativos não chegaram a conhecer a “cidade”. O saudoso empresário José Carlos Daux, precursor do turismo em Canasvieiras, contava que o governador Hercílio Luz tinha interesse de criar estações balneárias na região Norte da Ilha e determinou ao coronel Pedro Lopes Vieira, homem de sua confiança para que desse início a construção de uma estrada. Em 1929 foi inaugurado o Hotel Balneário de Canasvieiras, o primeiro hotel do Norte da Ilha, transformando Canasvieiras em Estação balneária.


Passados quarenta décadas, início dos anos 1960, a Capital dos catarinenses passou a sofrer com o acelerado crescimento urbano. A região da Trindade e Pantanal tiveram considerável crescimento populacional em decorrência da instalação da Universidade Federal de Santa Catarina e a Eletrosul. Em 1972 a construção da SC 401 - rodovia José Carlos Daux, estimulou o desenvolvimento do balneário, melhorando a qualidade de vida dos moradores da então freguesia de Canasvieiras e dos veranistas. Pescadores começaram a vender suas terras à construção de residências para veraneio. Alguns anos após, a especulação imobiliária desencadeou o crescimento desordenado, originando prejuízos ao meio ambiente, afetando a vida e o cotidiano dos habitantes. A partir de 1980 com a "invasão platina", ocorreu o "boom turístico" que trouxe profundas modificações à população nativa. Nos anos 1990, o turismo atingiu seu auge com a chegada em massa de turistas estrangeiros, sobretudo do Mercosul, catarinenses e brasileiros de vários estados, que passaram a investir em Canasvieiras e balneários da região Norte da Ilha. 

O turismo passou a representar importante fonte de renda. A prefeitura investiu no marketing para divulgar Florianópolis em nível nacional e internacional com os slogans: “Ilha da Magia”  “Capital do Mercosul”, “Capital Turística Internacional” programas e projetos voltados ao incremento da atividade turística e investimentos na infraestrutura do balneário, destaque à instalação da rede de esgoto, reforço sistemático no sistema de abastecimento de água e de energia elétrica. Hoje a região Norte da Ilha enfrenta problemas da sazonalidade, acessibilidade e mobilidade urbana, violência, tráfico de drogas, poluição das praias, rios e mangues, loteamentos irregulares, bolsões de pobreza e invasões em áreas de preservação ambiental, entre outros graves problemas sociais e ambientais.


Os principais atrativos da Ilha de Santa Catarina são nossas belezas naturais, emolduradas com belas praias, dunas e lagoas, além da farta gastronomia, o folclore, as Festas do Divino e a Procissão do Senhor dos Passos fazem parte da herança religiosa e cultural açoriana, destacando-se o carnaval e as escolas de samba que engrandecem o turismo. O Sapiens Parque tornou-se realidade e vislumbra-se um futuro promissor turístico e de desenvolvimento tecnológico para Florianópolis, além do Centro de Convenções, o engordamento da faixa de areia da praia de Canasvieiras, investimentos públicos de saneamento e infraestrutura em curso, proporcionará um novo marco histórico à região Norte da Ilha.



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