Sobre o Autor

Gosto de me comunicar, expressar opiniões e mensagens inspiradoras de elevação espiritual. Sou uma pessoa de firmeza e tenho autoconfiança. Respeito e acolho a opinião dos outros, construir relações honestas e produtivas. Sou detalhista, tenho pré-disposição para ser criativo, respeito e admiração pelos animais e praticar o bem.

 

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  • José Luiz Sardá

RESGATE E VOCAÇÃO MARÍTIMA NA ILHA DE SANTA CATARINA

Atualizado: 19 de Nov de 2019








Foto: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Florianópolis

Os municípios litorâneos da região Metropolitana da Grande Florianópolis têm características geográficas perfeitas e apropriadas para construir marinas, trapiches e píeres. A região possui belas baías protegidas da ação dos ventos, locais ideais para receber navios de cruzeiros, iates e veleiros que navegam pelos litorais de Santa Catarina em direção a Montevidéu e Buenos Aires.


Apesar das condições geográficas favoráveis à construção destes equipamentos turísticos, que movimentaria a economia da região gerando empregos e renda, ainda continua no campo das discussões ideológicas, além daqueles que consideram as marinas um perigo à preservação ambiental.


Na década de 1980, empresários projetaram construir uma marina na Baía do Sambaqui, Norte da Ilha de Santa Catarina. O empreendimento proposto iria valorizar a região, mas segmentos da comunidade manifestaram-se contrários, alegando que a “natureza não estava à venda”. Outro projeto que gerou muita polêmica foi o Complexo Turístico Náutico Marina da Barra da Lagoa, que agregaria qualidade ao turismo na Ilha, além de preservar o aspecto histórico-cultural e de lazer à comunidade, mas o investimento foi contestado sob vários pretextos.


Posteriormente, a prefeitura apresentou mais dois projetos: a “Marina Ilha de Santa Catarina” que seria construído na Beira-Mar Norte e outro que reutilizaria a área do antigo estaleiro da Marinha no Saco da Lama, região continental, a serem executados pela iniciativa privada. Não obstante, depois de muita polêmica, entraves burocráticos, os projetos não tiveram êxito à execução e os empresários interessados desistiram.

No Norte da Ilha, investidores apresentaram o projeto Marina Balneário Jurerê Internacional, para atrair navios de cruzeiros e luxuosos iates nacionais e estrangeiros, mas o empreendimento foi inviabilizado.


Em 1992 a prefeitura de Florianópolis construiu o primeiro e único trapiche da Avenida Beira-Mar Norte. O projeto previa também a construção de vários trapiches nas principais praias da Ilha de Santa Catarina e no continente. Em 1996, Balneário Canasvieiras foi contemplado com o Trapiche Público de Canasvieiras, administrado pela Associação de Transportes Náuticos de Canasvieiras.


Infelizmente ao longo de décadas inúmeros investidores nacionais e internacionais interessados em projetos desta natureza, desistiram de participar das licitações devido aos entraves burocráticos, dificuldades de licenciamento, insegurança jurídica e a falta de um Plano de Turismo. Enquanto isso, outras cidades do país e no mundo, constroem e ampliavam estruturas de equipamentos náuticos; exemplos, os municípios Balneário Camboriú e Itajaí, que construíram belíssimas marinas, sem conflitos e agressão ao meio ambiente.


Floripa precisa com urgência consolidar-se como polo de turismo náutico. Vamos torcer para que o projeto da prefeitura municipal à construção do Parque Urbano e Marina na Beira-Mar Norte de Florianópolis seja concretizado, gerando renda, empregos e lazer, potencializando atividade turística e náutica, viabilizando a implantação do transporte marítimo na região Metropolitana da Grande Florianópolis.

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